Timo Dillner (1966)
# Bram Stoker
Öl, Lw - 2008 - 40 x 30 cm (x)

soll denken mir,
im hafen sein, und
hafen, möglichst
nacht ...
jaja
ich rieche, höre, fühle
schwappen, schlagen
seufzen auch.
ein klopfen treibt
wohl einen letzten nagel ...
und dann, die hand
auf meiner schulter wie
ein hauch und stimme.
und ich, ich sage dir, warum
sollt ich vor diesem tanz
mich fürchten? der hafen
ist doch mein


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no porto
devo imaginar-me
e o porto de preferência
à noite...
simsim. eu cheiro, ouço, sinto
transbordar, lutar
e suspirar também.
um martelo a pregar
um último prego...
e depois, a mão
no meu ombro como
um sopro e uma voz.
e eu, eu digo-te, porque
deveria ter medo
dessa dança? então o
porto não é meu?

(tradução: Vanessa Milheiro)


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I am to imagine
being in the harbour,
preferably
by night ...
oh well,
I smell, I hear, I feel
sloshing, slapping,
sighing too.
a knocking drives,
methinks, an ultimate nail ...
and then, the hand
upon my shoulder like
a breeze, a voice.
and I, I tell you, why
should I fear this
dance? after all the harbour is
mine.

(tradução: Dr. Martin Suhr)
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