Timo Dillner (1966)
# Vultura, oder: Was immer geht
# Vultura, ou: O que seja que funcione
# Vultura, or: Whatever works

Öl, Hf - 2016 - 35,5 x 12 cm

so fahre hin!, o Pegasus.
mag warten auf den musenkuss
wer will!
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inspirationen lohnen nicht!
Erato!, berge dein gesicht!
schweig still!
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Kalliopes traumversprechen!
wer wird ihm die lanze brechen?!
nicht viel´!
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künstlerblut! welch aberglauben!
sinnend sich der zeit berauben!
kein deal!
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hand in hand mit kalter gier
führen pins- und spachtel wir!
Urania! Terpsichore! lauft!
uns´re muse heißt:
Verkauft!


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sai daqui!, oh Pégasus.
espere pelo beijo da musa
quem queira!
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inspirações não valem a pena!
Érato!, esconde a tua cara!
silêncio!
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a promessa de sonho de Calíope!
que lhe irá partir a lança?!
Não muito!
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sangue de artista! qual superstição!
cismando se roubam o tempo!
sem deal!
.
mão em mão com fria cobiça
lidamos pincél e espátula!
Urânia! Terpsícore! corram!
a nossa musa se chama:
Vendido!

(tradução: Malin Ostermann)
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